Empregados desatualizados em tecnologia digital são frustrados e pouco produtivos

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Uma pesquisa da Unisys nos Estados Unidos e em outros 11 países, com mais de 12.000 trabalhadores, mostra que apenas um terço dos trabalhadores veem seu empregador como líder em tecnologia. As organizações retardatárias em tecnologia convivem com a frustração de seus funcionários, que reclamam que são impedidos de serem mais produtivos e utilizam softwares e outros dispositivos pessoais por entenderem que são mais eficientes do que os fornecidos pela empresa, aumentando o risco de segurança lógica. A frustração dos trabalhadores em organizações retardatárias em tecnologia é real e tem um impacto emocional tangível. A transformação digital das organizações é necessária, não apenas para desenvolver novos modelos de negócios alinhados com as expectativas dos consumidores, como para motivar e aumentar a produtividade de seus empregados.

Os empregados querem ser capazes de fazer o seu trabalho em qualquer lugar e fazê-lo de forma fácil, sem barreiras tecnológicas, tendo ao seu dispor ferramentas que aumentam sua produtividade. Na verdade, eles querem que suas organizações tenham as mesmas ferramentas que eles utilizam, gratuitamente, no seu dia a dia pessoal.

Imagine a frustração de um empregado vendo seu filho desenvolver um trabalho de escola com videoconferência e escrevendo um tralhado de forma colaborativa e gratuita e ele não dispor desta facilidade no seu trabalho.

Os líderes das organizações retardatárias sabem que seus empregados são infelizes e isto custa dinheiro, entretanto, ficariam surpresos com uma pesquisa da Gallup que mostra que este desgaste com os empregados tem um custo anual entre US$483 bilhões a US$605 bilhões em perda de produtividade. O custo de atrito não pode ser esquecido, o que leva a substituição de um empregado, que custa entre seis a nove salários.

Trabalhadores frustrados resultam na empresa enfrentando custos mais elevados, menor produtividade e maior volume de negócios com clientes menos satisfeitos.

Empregados com talento digital procuram empresas com alta tecnologia, know-how e cultura digital para se realizarem profissionalmente.

De acordo com a pesquisa da Unisys, 31% dos entrevistados veem a tecnologia de IoT (Internet das Coisas) como uma tecnologia emergente e com potencial para transformar seu ambiente de trabalho nos próximos cinco anos. Dos entrevistados, 27% citaram a inteligência artificial (IA) como outra tecnologia disruptiva. Apenas, 20% disseram que compreendem bem a tecnologia de inteligência artificial.

A falta de compreensão das novas tecnologias gera frustração. O medo do desconhecido é uma poderosa armadilha para as organizações que podem ver seus planos prejudicados pelos trabalhadores pelo medo de perderem seus postos de trabalho.

As organizações devem investir em tecnologia e em treinamento apropriado em automação e inteligência artificial na capacitação de seus empregados, liberando-os de tarefas repetitivas e pouco produtivas. A inteligência artificial irá melhorar a produtividade dos empregados e não substituí-los.